Coringa, uma pessoa por trás do palhaço 

[TEM SPOILERS] O filme do #Coringa / #jocker tem impactado muitas pessoas ao redor do mundo. Mas será que do ponto de vista #psiquiátrico e #psicológico, existem motivos para não vê-lo? Primeiramente, devo avisar que o enredo pode despertar sentimentos perturbadores!

Se você se sente incomodado com violência na tela não veja o filme. Apesar dos fatos ocorrerem na década de 80, o personagem interpretado por @JoaquinPhoenix vivencia diversos dessabores que, atualmente, poderiam ser sentidos por qualquer um de nós. A narrativa dá ênfase ao drama social e psicológico de uma pessoa com #doençamental que tenta ser ajudado. O personagem #ArthurFleck não consegue neutralizar a dor, motivo pelo qual ....

...sua outra face se revela. Eis que surge o vilão Coringa. Uma pessoa que sofre, que ri é chora ao mesmo tempo... Com certeza você vai se sentir um pouco estranho ao se identificar com ele. Esse sentimento de empatia (ainda que momentânea) é bom! É importante pensarmos fora do raciocínio binário (bem x mal) para entendermos que, essencialmente, uma pessoa não é boa ou ruim. Em outras palavras, precisamos ver que em uma pessoa existem coisas boas e coisas ruins. Vários fatores podem empurrar a pessoa de um polo para o outro. Mazelas e violência quase sempre despertam sentimentos ruins... Talvez é aí que mora o perigo do enredo: achar que o Coringa é apenas uma vítima. Ele sofre demais e você entende o motivo da revolta dele, MAS isso não pode justificar seus atos. Muitos de nós sofreram com a rispidez de alguém, com grosserias, desafetos, bullying na infância, etc. Contudo, não saímos atirando nos outros não é? Devemos sempre evitar de magoar as pessoas, mas, principalmente, temos que canalizar a violência contra nós para comportamento que não perpetue mais violência. Sei que não é fácil lidar com a dor e é necessário ter quem te apoie e oriente. Em resumo, é importante sentir empatia pelas pessoas que sofrem, mesmo sendo vilãs. Entretanto, isso não significa que negligenciamos seus atos ruins. O raciocínio seguinte implica na capacidade de responder com afeto (ou no mínimo com respeito e não violência) quando estamos na posição de vítimas, pois só assim se extinguirá o ciclo de agressão. Isso pode parecer pouco palatável se pensarmos na nossa vida adulta, nosso instinto é revidar...mas se você pensar em educação infantil verá que a comunicação não violenta é primordial! Muitas coisas ainda serão ditas sobre este filme...pelo bem ou pelo mal.

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