Corona Vírus e o impacto emocional 

Atualizado: Mar 26

A pandemia do Corona vai impactar a vida das pessoas de maneiras diversas e é impossível mensurar o volume destas mudanças, não apenas do ponto de vista econômico, mas também em relação ao estado psicológico das pessoas e a qualidade de suas relações interpessoais.

A quarentena imposta está afetando a saúde mental de pessoas no mundo inteiro. É natural que neste contexto de incertezas as pessoas estejam com medo, inseguras, ansiosas e muito preocupadas. O medo de ser atacado por inimigo invisível pode levar à crises de pânico ou a sintomas de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo) em indivíduos predispostos, ou acentuar os sintomas daqueles que já foram diagnosticados. Ademais, o isolamento social também pode alterar o humor das pessoas. Pacientes que já sofriam com depressão podem piorar e não é incomum que alguns indivíduos previamente assintomáticos relatem melancolia, sentimento de tristeza e prevalência de pensamentos negativos durante a quarentena. Contudo, tem quem goste! Algumas pessoas afirmam estarem gostando da reclusão. Elas sentem algum alívio por se afastarem de conflitos no ambiente de trabalho por exemplo, e o trabalho remoto as ajuda a se sentirem menos prejudicadas.

Nas relações interpessoais também não é simples dizer se a quarentena é algo ruim ou bom. Existem consequências boas.

Um estudo britânico com 2 mil pessoas descobriu que 64% dos entrevistados acreditam que o Covid-19 está ajudando a aproximar as pessoas. O estudo mostra 74% das pessoas acreditam que terão mais tempo para passar com seus cônjuges, e 4 em cada 10 pensam que ficar em casa com o parceiro impactará positivamente o relacionamento. Como as pessoas evitam aglomerações, bares e restaurantes, os entrevistados contam que dentro de casa se sentem unidos, assistindo a um filme juntos (43%), cozinhando (56%), compartilhando um drink (41%) ou simplesmente conversando (41%). Em contrapartida, existem pessoas que relatam aumento de atritos nas relações. Muitos casais não resistiram ao convívio em tempo integral e na China algumas províncias registraram um aumento histórico em pedidos de divórcio após a onda do COVID-19.

Algumas pessoas relatam aumento na sensação de irritabilidade com determinados hábitos dos parceiros. Os “defeitinhos” que antes recebiam vistas grossas, com o convívio da reclusão se transformam em algo sério. Pode surgir uma irritação muito maior, levando a sensação de impaciência que pode evoluir para uma sensação de descontrole das emoções e ocasionalmente há rompantes de raiva. A situação é grave e os registros estão aumentando A Justiça do Rio de Janeiro, por exemplo, registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento para evitar a disseminação do novo vírus. Resumindo, em teoria, as relações maritais se desgastam no confinamento, ou se fortificam a depender do histórico e inclinações dos parceiros.

Mas o que pode ser feito para evitar os aspectos negativos da quarentena? Sugiro que pensem em utilizar este tempo de uma forma mais produtiva. Pense bem, você finalmente vai ter tempo de ler aquele livro que está na prateleira há tanto tempo e vai poder ver os filmes que queria. Você também pode estudar alguma coisa, existem tantas opções de cursos online e dá para aprender coisas diversas. Você pode aprender a meditar por exemplo. A técnica de mindfulness é mais simples do que a maioria das pessoas acreditam e é uma excelente opção para manejar a ansiedade.

Quanto ao relacionamento marital a dica já é uma velha conhecida, a conversa. Saiba escutar seu parceiro (a) e fale com delicadeza (é melhor do que guardar rancor e depois vomitar tudo de uma vez só). A conversa é necessária, apenas ver tv de mãos dadas sem abrir a boca nem sempre é uma boa opção. Pergunte sobre os medos dele (a), provoque a conversa. Façam tarefas domésticas juntos, apesar de parecer chato isso tem um efeito muito bom nas relações. E finalmente uma dica geral; sejam criativos, afinal essa é uma das características mais lindas do nosso povo!

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