O tabaco: primeiro pecados capital contra a boa saúde (nada de bom para dizer).

Atualizado: 5 de Jun de 2019

Vamos listar os 7 pecados capitais contra a boa saúde nas próximas semanas. A lista vai conter 7 crimes (não hierarquicamente organizados) cometidos contra a boa saúde humana. Serão 7 coisas que habitualmente consideramos como "normais", ou socialmente aceitáveis, mas que são fonte de muitas doenças importantes e que precisam ser combatidas. Vamos começar falando do terrível tabaco!

Não há nada de bom em cigarros. Por favor, nem venham dizer que o fumo artesanal é menos prejudicial que o cigarro industrial. Na verdade, o cigarro de palha não possui qualquer tipo de filtro, sendo a forma mais nociva de inalação da fumaça.

A planta, originária dos Andes, se espalhou pelo mundo depois que os ibéricos a levaram para a Europa. Hoje ela se transformou em um grande inimigo da saúde.


O tabaco contém muitas substâncias, dentre estas algumas muito irritantes para o sistema respiratório como os fenóis, o peróxido de nitrogênio, o ácido cianídrico e o amoníaco.

Vejamos alguns exemplos assustadores de substâncias encontradas no tabaco:

1) Alcatrão: conjunto de substâncias presente no tabaco e que são absorvidas pelo fumante quando ele acende o cigarro. Causa vários tipos de carcinomas em animais de laboratório. As suas partículas obstruem os alvéolos pulmonares causando problemas respiratórios como o enfisema, por exemplo. Muitos fabricantes diminuíram a quantidade de alcatrão de seus cigarros para conseguirem produtos mais “saudáveis”. O alcatrão, entretanto, é importante para o sabor dos cigarros e para a prazer do ato de fumar. Logo, quem fuma estes cigarros inala fumaça mais profundamente para atingir a satisfação, o que acaba por destruir as possíveis “vantagens” do baixo teor de alcatrão.

2) Nitrosaminas, policíclicos e metais pesados: arsênio e cádmio, entre outros. Cada cigarro contém de 1 a 2 mg, que se concentram no fígado, rins e pulmões do usuário por um período que pode variar de 10 a 30 anos. São associados aos cânceres de pulmão, além dos de esôfago e língua (nitrosaminas), de mama (policíclicos aromáticos) e de próstata (metais pesados).

3) Nicotina: é a responsável pela dependência psíquica e física, pois provoca sensações desconfortáveis na abstinência. Em doses excessivas é extremamente tóxica e provoca náuseas, dor de cabeça, vômitos, convulsão, paralisia e até a morte. A nicotina participa da formação do câncer por atuar como intermediária de macromoléculas em sua metabolização, produzindo compostos químicos cancerígenos específicos do tabaco.


Acho que é o suficiente para deixar qualquer pessoa assuntada! Precisa de mais algum motivo para ter medo de fumar? Então saiba mais: não é exagero dizer que existe uma forte relação entre o tabagismo e as doenças cardíacas. Pesquisas mostram que o tabagismo isoladamente é responsável por dobrar as possibilidades de apresentar tais doenças.


Então por que motivo, mesmo sabendo disso, existe tanta gente fumando cigarro?

A resposta é simples: o tabaco vicia muito rapidamente. A probabilidade de o indivíduo desenvolver dependência de tabaco ao experimentá-lo pelo menos uma vez é 32% maior que a da cocaína, segundo alguns estudos. Quando o tabaco é fumado, a nicotina leva aproximadamente sete segundos para alcançar os pulmões, entrar na corrente sanguínea e atingir o cérebro e o usuário do tabaco rapidamente sente o prazer provocado pelo fumo.



Sabendo que é tão ruim basta parar, não é?

Acontece que deixar de fumar pode ser um problema que vai além da mera força de vontade. Algumas pessoas desenvolvem um vício muito forte, uma franca dependência química. É nesta hora que a ajuda profissional adequada tem um papel fundamental. Muitas vezes além das estratégias comportamentais é preciso lançar mão de adesivos e gomas de mascar com nicotina, ou até mesmo usar medicação específica para esta finalidade.


Qual a medida mais efetiva para enfrentar o tabagismo?

A medida mais poderosa no enfrentamento do tabagismo é prevenir a

dependência!!! O controle de propagandas que glamorizam o tabagismo é super importante. Devemos sempre desencorajar os jovens de fumá-lo.


Se você já é um tabagista eu te digo que está na hora de parar!!!

Reflita sobre as vantagens de parar de fumar. Saiba você que em três semanas, a respiração de um ex-fumante fica mais fácil, bem como a circulação. Assim, uma simples caminhada já não é tão complicada e a função pulmonar melhora em até 30%. De 1 a 9 meses sem tabaco, os sintomas comuns como rouquidão, tosse, entupimento dos seios da face, cansaço e falta de ar são atenuados. Os cílios epiteliais (células dentro dos pulmões) começam a crescer, potencializam a capacidade de expulsar secreções e, portanto, há redução do risco de infecções. Com isso, você ganha disposição até para atividades que necessitam de mais energia. Passados de 5 a 10 anos após o último cigarro, o risco de sofrer infarto fica idêntico ao de quem nunca fumou. Com 5 anos livre de cigarro, diminui em pelo menos 50% a taxa de mortalidade decorrente de câncer de pulmão de alguém que consumia um maço por dia. As células pré-cancerosas são trocadas por células saudáveis. Os riscos de câncer na bexiga, rim e pâncreas sofrem diminuição também. Depois de 5 a 10 anos sem fumo, a probabilidade de AVC, o acidente vascular cerebral, fica no mesmo patamar de não fumantes. Já a possibilidade de câncer na boca, garganta ou esôfago diminui pela metade, se comparada a de um fumante. Em 15 anos, o ex-fumante tem os mesmos riscos de uma pessoa não fumante de morrer por causas ligadas a problemas cardíacos.

A hora de parar é agora! Sua saúde merece este esforço. Você merece viver mais!

Para se despedir do tabagismo siga os 10 passos sugeridos:

1. Marque um dia concreto para deixar de fumar.

2. Até chegar o dia fixado, faça alguma preparação: enumere as razões que o levam a deixar de fumar e treine pequenos períodos de abstinência.

3. Aprenda a conhecer-se enquanto fumante: identifique os momentos e o número de cigarros que fuma e procure avaliar quais são os cigarros que fuma apenas por “tédio”.

4. Comunique a decisão às pessoas mais próximas para se sentir mais apoiado.

5. Durante alguns dias (ou mesmo semanas), pode sentir-se ansioso, inquieto e irritado. Pode também sentir dificuldades em dormir e concentrar-se. Lembre-se que são sintomas passageiros, mas se você não estiver suportando, procure um médico pois há medicação que te auxilia nesta fase.

6. Tenha sempre presentes as razões que o levaram a deixar de fumar.

7. Faça uma alimentação saudável, para evitar o aumento de peso.

8. Evite locais com fumadores e afaste objetos que lhe lembrem o tabaco – ex. cinzeiros e isqueiros.

9. Pratique atividade física, pois ajuda a controlar a ansiedade e permite-lhe estar em boa forma.

10. Não desista: se tiver uma recaída, fixe uma nova data e recomece.

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